domingo, 14 de março de 2010

Allegrini na Grand Cru Belém!

Estivemos no excelente evento realizado pela Grand Cru Belém, na última quarta-feira, 03 de março de 2010. Em uma ótima iniciativa, bem distante do padrão de nossa cidade, a importadora apresentou a vinícola italiana Allegrini, combinando vinhos, jantar e música.
Pela vinícola Allegrini, esteve em Belém o gerente de marketing para as Américas, Robin Shay, assim como a cantora lírica, Meghan Scheibel, que, a cada vinho degustado, brindou os participantes com músicas típicas italianas e árias de óperas. O menu foi desenvolvido pela Grand Cru Belém.
Vamos aos vinhos:
1 – Pinot Grigio Corte Giara 2008. Ótimo vinho, jovem e refrescante, muito bom para nossa região, com uma excelente relação qualidade/preço.
2 – La Grola 2005. Varietal da uva corvina, produzido na região do Veneto.
3 – Poggio al Tesoro Sondraia 2005. Produzido na região de Bolgueri, este supertoscano é um corte de cabernet sauvignon, merlot e cabernet franc. Muito bom.
4 – San Polo Brunello de Montalcino 2005. Expandindo seus domínios, a vinícola produz esse excelente Brunello, que já está ótimo, mas deve amadurecer e melhorar bastante com algum tempo em garrafa. Excelente.
5 – Allegrini Amarone 2005. O clássico vinho do Vêneto esteve muito bem representado por este exemplar. O vinho é produzido em Valpolicella, sendo elaborado com as uvas típicas da região: a Corvina, a Rondinella e a Molinara. A especificidade desse vinho é que, após a colheita, as uvas são colocadas em caixas e enviadas para um local seco e ventilado por, aproximadamente, 3 meses. Durante esse período, as uvas desidratam, perdem água, com isso há concentração de açúcar, para somente após serem prensadas e fermentadas. O resultado é vinho encorpado, seco e de alto teor alcoólico.
Ótimos vinhos. Evento muito bem organizado. Esperamos que a Grand Cru Belém continue nesse ótimo caminho e amplie cada vez mais esse tipo de projeto, estimulando lojas, importadoras e restaurantes de nossa cidade a fazerem eventos semelhantes. O público de Belém está ávido para aprender e ter mais contato com o mundo do vinho.

Saudações vínicas.

Copav

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Reunião de final de ano

Aproveitamos a reunião de final de ano da Copav para estrear a avaliação dos vinhos que degustamos em nossas reuniões mensais, que serão sempre relacionados a partir de janeiro aqui no blog.

Na últma quinta-feria (10/12/09), tivemos o grande prazer de reunir quase todos os confrades e esposas para nossa já tradicional reunião de final de ano.

Vamos aos vinhos da noite. Quatro vinhos foram degustados, sendo um branco e três tintos. O branco foi o único exemplar do velho mundo, sendo que os três tintos foram ótimos representantes da América do Sul. O objetivo era comparar três bons tintos do novo mundo.

1º vinho: Fritz Haag 2007. 100% Riesling. Mosel, Alemanha. (Importadora Grand Cru, R$104,00)

2º vinho: Tabali Special Reserve 2007. Cab. Sauvignon 20%, Merlot 10%, Syrah 70%. Vale de Limari, Chile. (Importadora Grand Cru, R$103,00)

3º vinho: Santa Rita Floresta Apalta 2004. 90% Cabernet Sauvignon 10% Carménère. Vale de Colchagua (Importadora Grand Cru, R$200,00)

4º vinho: Vale de Flores 2003. 100% Malbec .Vale de Uco, Mendoza, Argentina. (Importadora Grand Cru, R$209,00)

O riesling alemão estava muito bom, com todas as características dessa distinta casta característica das regiões de Alsácia e Mosel, ainda pouco difundida em nosso mercado. A avaliação dos tintos foi bastante interessante. Unanimidade, o vinho que menos agradou foi o cabernet sauvignon chileno da ótima vínicola Santa Rita. As preferências dividiram-se entre o equilibrado e supreendente Tabali Reserva Especial e o potente e opulento Val de Flores, obra de Michel Roland por essas bandas. Ao final, com pequena margem, a maioria optou pelo argentino, registrando-se que o chileno Tabali, além de excelente, possui uma das melhores relações preço/prazer que a Copav já experimentou.

Aproveitamos para desejar a todos um feliz natal e um próspero ano novo, regado a ótimos vinhos.

Saudações vínicas a todos!

Copav.

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Montepulciano d’Abruzzo

Uma das metas da Copav sempre foi a ampliação dos horizontes conhecidos por seus integrantes, no vasto mundo vínico.

Território dos mais férteis, nesta busca incessante, a Itália oferece vários espécimes de vinhos menos conhecidos dos consumidores – e por isso de menor demanda, o que acarreta melhor relação custo/prazer.
Da quinta maior região produtora italiana, Abruzzo, vêm-nos os excelentes vinhos produzidos a partir da uva tinta típica do local, a Montepulciano.

Abruzzo é uma região localizada no sudeste italiano, a cerca de duas horas de carro, de Roma, altamente reputada como destino turístico pela combinação da beleza natural proporcionada por cenários que unem montanhas e o mar Adriático, com a cultural, resultante das inúmeras cidadezinhas históricas, dignas de exploração.

A mais conhecida é a capital de Abruzzo, L’Aquila, cidade medieval (do século XIII), que já foi retratada no cinema (O Feitiço de Aquila) e recentemente ganhou as manchetes por conta da lamentável destruição provocada por terremoto de grandes proporções.

O vinho, DOCG Montepulciano d’Abruzzo, não deve ser confundido com o Vino Nobile de Montepulciano, fabricado na Toscana, com a cepa Sangiovese, assim chamado pela localização geográfica, às proximidades da cidade de Montepulciano.

Na reunião de janeiro de 2009, a Copav degustou o Nicodemi Neromoro Montepulciano D’Abruzzo Colline Terramane 2003, por todos considerado um excepcional vinho, ao nível dos melhores já degustados na confraria.

Merecedor dos cobiçados 3 bicchieri do prestigioso guia Gambero Rosso na edição de 2008, sua produção é certificada como orgânica.

No Brasil, é vendido pela importadora Decanter, onde também são encontrados outros vinhos do mesmo fabricante (Nicodemi) de custo menor, e muito boa qualidade.

Outras opções existem, valendo repetir a recomendação de Karen MacNeil, autora da Bíblia do Vinho, segundo a qual um Montepulciano d’Abruzzo, quando encontrado, não deve ser deixado nas prateleiras das lojas, ou na adega dos restaurantes, e sim consumido pelo enófilo que dele extrairá o máximo prazer, a um custo razoável.
Saudações Vínicas a todos!
Copav

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Reserva Especial Tabalí 2007

Degustamos, na última sexta, um dos grandes vinhos chilenos da atualidade. Elaborado por uma dessas novas vinícolas que surgiram no Chile na década de 90. Cuida-se do Reserva Especial 2007, da Viña Tabalí, localizada no novo e promissor vale de limarí.

A Tabali é um projeto novo. E quando se fala em mundo do vinho, podemso dizer que é novíssimo. Em 1993, foi criada por Guillermo Luksic, com o objetivo de ser uma vinícola boutique. Sua intenção era produzir vinhos premium e super premium, com uvas provenientes unicamente de seus próprios vinhedos. A Tabalí foi pioneira ao se instalar neste vale de lamarí, localizado no extremo norte chileno, vizinho ao deserto de Atacama e próximo ao Oceano Pacífico.

O vinho é um corte com 70% de syrah, 20% de cabernet sauvignon e 10% de merlot. Faz estágio durante 18 meses em barricas novas de carvalho francês, sob o comando do enólogo Felipe Muller. Equilíbrio, presença, com excelente final, além de extremamente aromático, com evolução na taça. A cor é densa, rubi escuro. O vinho ainda está novo e tem muito a evoluir. Briga, facilmente, com os grandes chilenos. Cuida-se de um ótimo vinho, que se torna espetacular em razão do seu preço. Já ofereci outras garrafas, de outras safras, a alguns amigos, que não acreditam no preço, quando ao final lhes é desvendado: R$103,00.

Toda a linha da vinícola é excelente. Tanto os reservas varietais, tintos e brancos, que custam em média R50,00, como a linha reserva especial varietal (syrah, pionot noir e chardonnay), que custa em média R$75,00, são excepcionais em suas faixas de preço.

Os vinhos da Tabali são importados pela Grand Cru, que agora abriu sua franquia em Belém. A loja está excelente, com 600 rótulos disponíveis. Já estivemos lá e voltaremos com certeza. A Grand Cru veio se juntar à Expand e atender o público paraense, cada vez mais ávido por bons vinhos e por locais adequados para degustação.

Fica a dica para os amantes do nobre fermentado!

Saudações vínicas a todos!

Caio Trindade e Diogo Trindade.

domingo, 22 de novembro de 2009

Columbia Crest Cabernet Sauvignon Columbia Valley Reserve 2005. Vinho do ano, para Wine Spectator

Muitos se surpreenderam com a escolha, pela revista Wine Spectator, de um vinho do Estado de Washington, situado no extremo noroeste dos Estados Unidos, fronteira com o Canadá, como o #1 dos Top 100 de 2009.

Quem acompanha mais de perto o mundo dos vinhos, ainda que não possa dizer que anteviu tal escolha, entretanto logo identifica as diversas causas que contribuíram para o resultado.

Antes de tudo, para evitar mal-entendidos, deve se registrar que muito provavelmente o vinho escolhido, Columbia Crest Cabernet Sauvignon Columbia Valley Reserve 2005, é de ótima qualidade.

Trata-se de um varietal (logo deve conter pelo menos 75% de cabernet sauvignon, pelas leis locais) que mereceu 95 pontos na análise da WS, e tem (ou pelo menos tinha) um preço de aproximadamente $30 (trinta dólares).

Pelos padrões de avaliação da WS, na elaboração da lista dos Top 100 a cada ano, esta boa relação custo/prazer tem grande relevância, e certamente contribuiu para a posição de #1 de 2009.

Deve-se ainda levar em conta que os norte-americanos, cada vez mais ávidos consumidores de vinho, concentram cerca de 75% de sua preferência nos vinhos nacionais, o que talvez explique, em parte, o alto preço relativo dos produtos locais, quando comparados com o valor de venda daqueles que apresentam qualidade igual ou mesmo superior, oriundos de outros países, disponíveis naquele mercado.

O Estado de Washington é atualmente o segundo maior produtor dos Estados Unidos.
Embora bastante recente – teve início no final dos anos 60 do século passado – a vitivinicultura local teve rápida evolução, sendo capaz, hoje, de produzir vinhos de qualidade internacional, concentrada quase totalmente na árida região leste do Estado, protegida das famosas chuvas litorâneas (quem não se lembra de Sleepless in Seattle?) pelas Cascade Mountains.

Depois de um início concentrado na produção de vinhos brancos, os quais ainda produz com qualidade (especialmente chardonnay e riesling), Washington revelou-se um excelente produtor de tintos baseados sobretudo em merlot e cabernet sauvignon.

A propósito, a principal região produtora (indicada em inglês pela sigla AVA, para American Viticultural Area), Columbia Valley, se acha situada na mesma latitude de Bordeaux.

Todos estes aspectos combinados ao propósito, bastante caro à WS, de difundir a produção e o consumo de vinho nos Estados Unidos, explicam a escolha algo surpreendente.

A título de curiosidade, registre-se que o site de Robert Parker, Wine Advocate, fez uma avaliação positiva, mas não extraordinária do vinho, tendo-lhe atribuído 89+ pontos, com previsão de maturação em 2011 ou 2012.

Por fim, não se pode desprezar o poder de marketing da empresa que, segundo o Oxford Companion to Wine, de Jancis Robinson, e a Wine Advocate de Robert Parker, controla a vinícola premiada.

A Columbia Crest é uma subsidiária do Chateau Ste Michelle Wine Estates, maior produtor de Washington, um dos gigantes do país, que mantém joint ventures com a alemã Dr. Loosen (para produção do branco Eroica Riesling) e Piero Antinori da Itália (para produção do tinto Col Solare e como sócios na compra da prestigiosa vinícola californiana Stags Leap Wine Cellars, no ano passado).

O desafio agora, para todos nós curiosos enófilos, é encontrar este vinho para confirmar, motu proprio, seu real valor.
Saudações vínicas a todos!
Copav

domingo, 15 de novembro de 2009

Final de ano chegando...

O final do ano se aproxima, e com ele, as avaliações e premiações das grandes revistas de vinhos.

Embora o interesse predominante, neste tipo de análise, seja sua utilidade para o marketing dos premiados, não pode ser desprezada a importância para os consumidores, que têm assim mais um instrumento de orientação quanto aos vinhos que vale à pena experimentar.

A inglesa Decanter, em sua edição de outubro, divulgou seus “Decanter World Wine Awards” de 2009.

O formato da premiação, resultado de uma ampla avaliação coordenada por Steve Spurrier, idealizador da famosa degustação conhecida como o “Julgamento de Paris”, de 1982, tem em seu topo 24 vinhos merecedores dos “International Trophies”.

Destes, 15 vinhos são provenientes do chamado “Novo Mundo” do vinho, e 9 do “Velho Mundo”, na avaliação de 2009.

Alguns vinhos do Chile e da Argentina receberam a premiação máxima, muitas vezes em categorias de baixo preço (logo, de ótima relação custo/prazer).

No caso do Chile, foram quatro os vinhos que obtiveram o International Trophy, dois brancos, e dois tintos.

O Undurraga TH Sauvignon Blanc Lo Abarca 2008, de San Antonio, Chile, foi o vencedor como melhor Sauvignon Blanc (cotado acima de 10 libras a garrafa).

Outro branco vencedor foi o Cono Sur Reserva Riesling Bío Bío Vale 2008 (cotado abaixo de 10 libras a garrafa).

Nos tintos chilenos, mereceram a honraria o Co-Op Santa Helena Pinto Noir Casablanca Vale 2008 (Pinot Noir, abaixo de 10 libras) e o Indomita Reserva Cabernet Sauvignon Maipó Vale 2007 (varietal bordalês abaixo de 10 libras).

A Argentina teve dois vinhos agraciados com o International Trophy: um branco, o Bodegas Tapiz Torrontés Mendoza 2008 (aromático seco abaixo de 10 libras), e um tinto, o Opi Malbec (Rodolfo Sadler) Mendoza 2008 (varietal tinto abaixo de 10 libras).

No dia 16 de novembro próximo, a norte-americana Wine Spectator divulgará em sua edição on line (inicialmente para os assinantes, e a partir de 20 de novembro para todos os interessados), os 100 melhores vinhos do ano, que serão depois retratados na edição impressa do mês de dezembro.

Vamos divulgar aqui no blog da Copav os resultados daquela importante avaliação, tão logo disponíveis.

Saudações Vínicas a todos!
Copav

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Sejam bem-vindos ao blog da Copav, a Confraria Paraense do Vinho.

Este espaço será destinado a todos os amantes do vinho, com o objetivo de difundir a cultura desta bebida milenar, trocar esperiências e conhecimentos sobre a mais rica e prestigiosa bebida do planeta.

Saudações vínicas a todos!
Copav