segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Montepulciano d’Abruzzo

Uma das metas da Copav sempre foi a ampliação dos horizontes conhecidos por seus integrantes, no vasto mundo vínico.

Território dos mais férteis, nesta busca incessante, a Itália oferece vários espécimes de vinhos menos conhecidos dos consumidores – e por isso de menor demanda, o que acarreta melhor relação custo/prazer.
Da quinta maior região produtora italiana, Abruzzo, vêm-nos os excelentes vinhos produzidos a partir da uva tinta típica do local, a Montepulciano.

Abruzzo é uma região localizada no sudeste italiano, a cerca de duas horas de carro, de Roma, altamente reputada como destino turístico pela combinação da beleza natural proporcionada por cenários que unem montanhas e o mar Adriático, com a cultural, resultante das inúmeras cidadezinhas históricas, dignas de exploração.

A mais conhecida é a capital de Abruzzo, L’Aquila, cidade medieval (do século XIII), que já foi retratada no cinema (O Feitiço de Aquila) e recentemente ganhou as manchetes por conta da lamentável destruição provocada por terremoto de grandes proporções.

O vinho, DOCG Montepulciano d’Abruzzo, não deve ser confundido com o Vino Nobile de Montepulciano, fabricado na Toscana, com a cepa Sangiovese, assim chamado pela localização geográfica, às proximidades da cidade de Montepulciano.

Na reunião de janeiro de 2009, a Copav degustou o Nicodemi Neromoro Montepulciano D’Abruzzo Colline Terramane 2003, por todos considerado um excepcional vinho, ao nível dos melhores já degustados na confraria.

Merecedor dos cobiçados 3 bicchieri do prestigioso guia Gambero Rosso na edição de 2008, sua produção é certificada como orgânica.

No Brasil, é vendido pela importadora Decanter, onde também são encontrados outros vinhos do mesmo fabricante (Nicodemi) de custo menor, e muito boa qualidade.

Outras opções existem, valendo repetir a recomendação de Karen MacNeil, autora da Bíblia do Vinho, segundo a qual um Montepulciano d’Abruzzo, quando encontrado, não deve ser deixado nas prateleiras das lojas, ou na adega dos restaurantes, e sim consumido pelo enófilo que dele extrairá o máximo prazer, a um custo razoável.
Saudações Vínicas a todos!
Copav

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