segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Reunião de final de ano

Aproveitamos a reunião de final de ano da Copav para estrear a avaliação dos vinhos que degustamos em nossas reuniões mensais, que serão sempre relacionados a partir de janeiro aqui no blog.

Na últma quinta-feria (10/12/09), tivemos o grande prazer de reunir quase todos os confrades e esposas para nossa já tradicional reunião de final de ano.

Vamos aos vinhos da noite. Quatro vinhos foram degustados, sendo um branco e três tintos. O branco foi o único exemplar do velho mundo, sendo que os três tintos foram ótimos representantes da América do Sul. O objetivo era comparar três bons tintos do novo mundo.

1º vinho: Fritz Haag 2007. 100% Riesling. Mosel, Alemanha. (Importadora Grand Cru, R$104,00)

2º vinho: Tabali Special Reserve 2007. Cab. Sauvignon 20%, Merlot 10%, Syrah 70%. Vale de Limari, Chile. (Importadora Grand Cru, R$103,00)

3º vinho: Santa Rita Floresta Apalta 2004. 90% Cabernet Sauvignon 10% Carménère. Vale de Colchagua (Importadora Grand Cru, R$200,00)

4º vinho: Vale de Flores 2003. 100% Malbec .Vale de Uco, Mendoza, Argentina. (Importadora Grand Cru, R$209,00)

O riesling alemão estava muito bom, com todas as características dessa distinta casta característica das regiões de Alsácia e Mosel, ainda pouco difundida em nosso mercado. A avaliação dos tintos foi bastante interessante. Unanimidade, o vinho que menos agradou foi o cabernet sauvignon chileno da ótima vínicola Santa Rita. As preferências dividiram-se entre o equilibrado e supreendente Tabali Reserva Especial e o potente e opulento Val de Flores, obra de Michel Roland por essas bandas. Ao final, com pequena margem, a maioria optou pelo argentino, registrando-se que o chileno Tabali, além de excelente, possui uma das melhores relações preço/prazer que a Copav já experimentou.

Aproveitamos para desejar a todos um feliz natal e um próspero ano novo, regado a ótimos vinhos.

Saudações vínicas a todos!

Copav.

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Montepulciano d’Abruzzo

Uma das metas da Copav sempre foi a ampliação dos horizontes conhecidos por seus integrantes, no vasto mundo vínico.

Território dos mais férteis, nesta busca incessante, a Itália oferece vários espécimes de vinhos menos conhecidos dos consumidores – e por isso de menor demanda, o que acarreta melhor relação custo/prazer.
Da quinta maior região produtora italiana, Abruzzo, vêm-nos os excelentes vinhos produzidos a partir da uva tinta típica do local, a Montepulciano.

Abruzzo é uma região localizada no sudeste italiano, a cerca de duas horas de carro, de Roma, altamente reputada como destino turístico pela combinação da beleza natural proporcionada por cenários que unem montanhas e o mar Adriático, com a cultural, resultante das inúmeras cidadezinhas históricas, dignas de exploração.

A mais conhecida é a capital de Abruzzo, L’Aquila, cidade medieval (do século XIII), que já foi retratada no cinema (O Feitiço de Aquila) e recentemente ganhou as manchetes por conta da lamentável destruição provocada por terremoto de grandes proporções.

O vinho, DOCG Montepulciano d’Abruzzo, não deve ser confundido com o Vino Nobile de Montepulciano, fabricado na Toscana, com a cepa Sangiovese, assim chamado pela localização geográfica, às proximidades da cidade de Montepulciano.

Na reunião de janeiro de 2009, a Copav degustou o Nicodemi Neromoro Montepulciano D’Abruzzo Colline Terramane 2003, por todos considerado um excepcional vinho, ao nível dos melhores já degustados na confraria.

Merecedor dos cobiçados 3 bicchieri do prestigioso guia Gambero Rosso na edição de 2008, sua produção é certificada como orgânica.

No Brasil, é vendido pela importadora Decanter, onde também são encontrados outros vinhos do mesmo fabricante (Nicodemi) de custo menor, e muito boa qualidade.

Outras opções existem, valendo repetir a recomendação de Karen MacNeil, autora da Bíblia do Vinho, segundo a qual um Montepulciano d’Abruzzo, quando encontrado, não deve ser deixado nas prateleiras das lojas, ou na adega dos restaurantes, e sim consumido pelo enófilo que dele extrairá o máximo prazer, a um custo razoável.
Saudações Vínicas a todos!
Copav

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Reserva Especial Tabalí 2007

Degustamos, na última sexta, um dos grandes vinhos chilenos da atualidade. Elaborado por uma dessas novas vinícolas que surgiram no Chile na década de 90. Cuida-se do Reserva Especial 2007, da Viña Tabalí, localizada no novo e promissor vale de limarí.

A Tabali é um projeto novo. E quando se fala em mundo do vinho, podemso dizer que é novíssimo. Em 1993, foi criada por Guillermo Luksic, com o objetivo de ser uma vinícola boutique. Sua intenção era produzir vinhos premium e super premium, com uvas provenientes unicamente de seus próprios vinhedos. A Tabalí foi pioneira ao se instalar neste vale de lamarí, localizado no extremo norte chileno, vizinho ao deserto de Atacama e próximo ao Oceano Pacífico.

O vinho é um corte com 70% de syrah, 20% de cabernet sauvignon e 10% de merlot. Faz estágio durante 18 meses em barricas novas de carvalho francês, sob o comando do enólogo Felipe Muller. Equilíbrio, presença, com excelente final, além de extremamente aromático, com evolução na taça. A cor é densa, rubi escuro. O vinho ainda está novo e tem muito a evoluir. Briga, facilmente, com os grandes chilenos. Cuida-se de um ótimo vinho, que se torna espetacular em razão do seu preço. Já ofereci outras garrafas, de outras safras, a alguns amigos, que não acreditam no preço, quando ao final lhes é desvendado: R$103,00.

Toda a linha da vinícola é excelente. Tanto os reservas varietais, tintos e brancos, que custam em média R50,00, como a linha reserva especial varietal (syrah, pionot noir e chardonnay), que custa em média R$75,00, são excepcionais em suas faixas de preço.

Os vinhos da Tabali são importados pela Grand Cru, que agora abriu sua franquia em Belém. A loja está excelente, com 600 rótulos disponíveis. Já estivemos lá e voltaremos com certeza. A Grand Cru veio se juntar à Expand e atender o público paraense, cada vez mais ávido por bons vinhos e por locais adequados para degustação.

Fica a dica para os amantes do nobre fermentado!

Saudações vínicas a todos!

Caio Trindade e Diogo Trindade.